REVISTA CESVI | Frenagem Autônoma de Emergência

 

A história da proteção aos ocupantes de veículos teve alguns marcos inesquecíveis. Um exemplo foi o surgimento do cinto de segurança, desenvolvido em 1959 pela Volvo, que quase imediatamente se tornou item obrigatório nos veículos produzidos no mundo inteiro.

Sem dúvida nenhuma, outro acontecimento marcante nesse sentido foi o lançamento do controle de estabilidade (ESC – Electronic Stability Control), que consideramos o segundo equipamento mais importante para a segurança veicular e viária desenvolvido até hoje. Trata-se de um sistema que, analisando a velocidade das rodas e a direção imposta pelo motorista, evita derrapagens, corrigindo desvios bruscos de direção. A má notícia é que, apesar de muito importante, o ESC só terá instalação obrigatória no Brasil em 2022.

Além dos próprios benefícios que o ESC proporciona, esse sistema ainda serviu de base para o desenvolvimento de outro recurso revolucionário para a segurança: a frenagem autônoma de emergência (AEB – Autonomous Emergency Braking).

Contando com componentes do ESC, o AEB analisa o trânsito à frente e alerta o motorista caso haja iminência ou risco de colisão. E o sistema vai além disso: ele também atua no freio do veículo, independente da ação do motorista, parando o carro, se for o caso, ou reduzindo sua velocidade. Essa atuação na frenagem depende da velocidade no momento do risco e também da tecnologia de cada modelo de veículo. Até determinada velocidade, o AEB é capaz de parar mesmo o veículo. Já se o automóvel estiver correndo demais, o sistema apenas diminui a velocidade, reduzindo a severidade do impacto.

TECNOLOGIAS POSSÍVEIS NO AEB

Dependendo do custo e da tecnologia usada, o AEB pode apresentar características diferentes.

Lidar

Tecnologia que faz varredura a laser para identificar a distância de objetos à frente. Esse sistema é mais usado para evitar colisões com velocidades de até 24 km/h e diminuir as lesões nos ocupantes e danos nos veículos em impactos de até 40 km/h. Tem um custo mais baixo em relação às outras tecnologias usadas no AEB, e sua performance não é tão boa na detecção de objetos a longas distâncias.

Radar

Detecta objetos por ondas de rádio, tendo mais eficiência na detecção de elementos parados ou em movimento a longas distâncias. Faz com que o veículo evite colisões em velocidades de até 48 km/h, por exemplo.

Câmera estéreo

É composta de duas lentes que têm a capacidade de analisar a imagem à frente do veículo e detectar a distância dos objetos. Geralmente instalada no para-brisa, essa câmera tem boa performance na detecção de objetos e pedestres, mas seu custo é elevado.

Câmera + Radar

Sistema dotado de câmera com uma lente somada à tecnologia do radar. Aí a performance fica bem melhor. E esse conjunto de tecnologias também faz outras funções, como aviso de saída de faixa de rolagem, alerta de colisão à frente e também controle de cruzeiro adaptativo.

Câmera estéreo + Radar

É a tecnologia mais avançada que existe no momento – e também a mais cara. Assim como a tecnologia anterior, reúne recursos de frenagem autônoma de emergência, aviso de saída de faixa de rolagem, alerta de colisão à frente e também controle de cruzeiro adaptativo. Mas a capacidade de análise do trânsito com câmera estéreo, somada à precisão e distância alcançada pelo radar, proporciona o melhor desempenho disponível atualmente para esse tipo de item de segurança.

COMPROVADO: AEB REDUZ ACIDENTES

De acordo com membros do RCAR (conselho internacional de centros de pesquisa automotiva), como a Thatcham, do Reino Unido, as seguradoras afiliadas a eles tiveram uma redução de 18% no número de sinistros com terceiros em veículos equipados com a frenagem autônoma de emergência.

A Thatcham também analisou alguns modelos específicos, como o Volkswagen Golf geração VII, identificando uma redução de 45% nos sinistros de terceiros em comparação com modelos sem a tecnologia.

Confira esta matéria na íntegra, na Revista CESVI, incluindo dados sobre a presença desse sistema nos veículos do mercado brasileiro – além da arte original da matéria.

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