REVISTA CESVI | 5 respostas sobre reparação automotiva

 

Não é só o público leigo que tem dúvidas sobre os detalhes do que está envolvido num reparo de automóvel – e principalmente no que diz respeito ao orçamento desse reparo. Muitos profissionais do meio segurador, de montadoras, frotistas, entre outros, desconhecem alguns detalhes dessa atividade – que tem influência direta nos resultados de todos esses setores.

Então, na seção Tira-Dúvida da Revista CESVI, apresentamos alguns esclarecimentos úteis – que você também encontra agora no Clube das Oficinas. Tudo para que esses profissionais possam sempre falar a mesma língua das oficinas automotivas.

Confira a seguir – ou veja o mesmo texto com a edição de arte da revista aqui.

 

  • Qual é a diferença entre peça estrutural e peça não estrutural de um automóvel?

A peça estrutural foi feita para suportar grandes esforços de carga, com rigidez na estrutura. Também serve como ponto importante para a fixação de outros componentes do carro, como as peças mecânicas (motor, transmissão, suspensão e direção). Já a não estrutural geralmente é uma peça de fechamento e que apresenta as linhas características de design do modelo (para-lama, laterais, tampa traseira, capô e folha de teto).

 

  • Em que casos uma peça não pode ser reparada e precisa ser substituída?

Determinadas peças estruturais possuem pontos de deformação programada (pontos fusíveis) que não podem sofrer nenhum tipo de reparo, o que causaria uma mudança de comportamento de deformação em um segundo impacto – ou seja, na eventualidade de uma nova batida de trânsito, a peça não apresentaria a segurança necessária.

Para casos de deformação no ponto fusível, o correto é selecionar uma região próxima a esse ponto para o corte da área deformada e sua posterior substituição.

Outro caso de necessidade de troca é quando o dano deteriora a estrutura em uma grande extensão, o que faz com que a recuperação da peça se torne muito trabalhosa, sendo recomendada então sua substituição completa.

 

  • Em que situações na oficina se deve usar a bancada de estiramento?

A bancada deve ser utilizada sempre que for necessário fazer medições no automóvel após a batida, ou quando é preciso fazer estiramentos para que o veículo recupere as suas medidas originais. Com a bancada, esse trabalho fica muito mais preciso e rápido em comparação com o serviço feito com um equipamento do tipo cyborg ou alternativas improvisadas – algumas oficinas amarram o carro numa árvore e puxam para tentar obter o efeito de estiramento.

 

  • Dá para fazer uma boa repintura automotiva sem cabine de pintura?

Não é recomendável. O ambiente fechado da cabine proporciona controle de temperatura ideal e evita a contaminação da chapa por poeira ou outras partículas. Além disso, a boa iluminação interna da cabine facilita a visualização da pintura por parte do profissional responsável. Outro fator importante é o sistema de circulação de ar na cabine, que evita a formação de névoa.

 

  • Por que nem sempre o orçamento de um reparo é feito com um sistema eletrônico?

Às vezes é por falta de conhecimento de novas ferramentas, ou uma cultura que vem de gerações passadas fazendo o orçamento na mão dentro da oficina. Mas as vantagens do orçamento eletrônico são evidentes. Essa ferramenta permite precisão nos valores e tempos dispostos em um sistema, assim como a visualização eletrônica das peças envolvidas, facilitando muito a identificação de cada componente do orçamento. Outra grande vantagem é o envio eletrônico das informações do orçamento para a aprovação do serviço, uma opção muito mais ágil e produtiva.

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