Reparabilidade do Nissan March

 

Por Claudemir Rodriguez

No final de 2011, o CESVI fez o estudo de reparabilidade do primeiro japonês popular a marcar presença no mercado brasileiro: o Nissan March.
Primeiro modelo derivado da nova Plataforma V (de “versátil”) da Nissan, o March é um hatch compacto desenvolvido numa tentativa da marca de levar “inovação japonesa para todos”. Traduzindo, é a primeira vez que o consumidor brasileiro tem acesso a um veículo japonês que pode ser considerado “popular”, numa tentativa de combinar oferta de tecnologia com preço acessível.
O desempenho do March nos ensaios de impacto pode ser considerado “intermediário”. Não ficou entre os piores, mas está distante dos melhores resultados, como reflete sua classificação no ranking CAR Group.

Classificação no ranking CAR Group
(quanto menor o número, melhor a classificação, e mais fácil o seu reparo)
– Novo Fox – CAR Group 11
– Citroën C3 – CAR Group 13
– J3 – CAR Group 13
– Celta – CAR Group 15
– Clio – CAR Group 15
– Corsa – CAR Group 15
– Ford Ka – CAR Group 15
– Novo Gol – CAR Group 15
– Punto – CAR Group 15
– Sandero – CAR Group 15
– Nissan March – CAR Group 18
– Fiat Mille – CAR Group 20
– Peugeot 207 – CAR Group 21
– Novo Uno – CAR Group 21
– Palio – CAR Group 21
– Novo Palio – CAR Group 23
– Palio Fire – CAR Group 23
Impacto dianteiro
Se a classificação não foi campeã, muito se deve ao comportamento do veículo no impacto frontal. Muitas peças precisaram ser substituídas, incluindo uma substituição parcial da longarina esquerda – que recebeu parte da energia da batida por não haver componentes de absorção de energia, como um crash-box.
Resultado: foi preciso fazer um estiramento da estrutura dianteira e substituir o radiador e o condensador de ar-condicionado (peças mecânicas) – ambos afetados pelo impacto. Tudo isso aumentou o custo do reparo na frente do carro.
A notícia boa aqui foi a fixação do painel dianteiro ter sido feita com parafusos. Dessa forma, a substituição foi feita mais rapidamente, o que conta para um alívio no custo do conserto.
Impacto traseiro
Na parte de trás, a Nissan teve a preocupação de instalar um crash-box. Ainda assim, a peça não foi capaz de absorver parte da energia do impacto. Não deu para escapar do estiramento e da substituição de tampa e painel traseiros. Como o impacto atingiu muitos componentes, o trabalho de pintura foi maior do que o habitual na sua categoria – o que inclui materiais, insumos e tempo gastos.
No entanto, foi possível reparar a longarina e a lateral direita.

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