Estudo do Toyota Prius

 
É bom se preparar para quando um veículo elétrico chegar à sua oficina, porque esse momento está chegando. Na Europa, já é comum encontrar veículos movidos à eletricidade circulando nas ruas.
 
 
Para te ajudar, o CESVI acaba de realizar um estudo completo sobre o Toyota Prius, um modelo híbrido (que funciona a bateria e a gasolina também). Aqui você confere parte do estudo – justamente a parte que aborda a estrutura do carro para absorver a energia de uma eventual batida, e os riscos que envolvem a colisão de um carro elétrico.
 
Carroceria
Estruturalmente, o Toyota Prius é semelhante aos demais veículos de sua categoria, quando comparado aos veículos que trabalham somente com motor a combustão. Uma das diferenças entre os veículos está no peso; o Prius é um pouco mais pesado que seus concorrentes.
Trata-se de uma carroceria monobloco, com regiões destinadas à absorção da energia do impacto, visando à questão da reparabilidade e também da segurança dos ocupantes do veículo.
O Toyota Prius possui o que é de mais avançado em componentes quando o assunto é impacto de baixa velocidade. Um conjunto de absorvedores entre dianteira e traseira faz com que o Prius possivelmente tenha um excelente resultado sobre reparabilidade.
 
Análise da dianteira
A dianteira do veículo possui um conjunto de absorvedores que auxiliam na absorção de parte da energia do impacto, em colisões de baixa velocidade (até 15 km/h), que possam impedir que componentes mecânicos como, por exemplo, radiador, condensador do ar condicionado, radiadores elétricos de arrefecimento, entre outros, sejam danificados no impacto.
O Prius possui um conjunto de absorvedores na dianteira formado por um absorvedor central em polipropileno, uma travessa central, crash-box em ambos os lados, além de regiões de deformação programada ao longo da extremidade das longarinas dianteiras.
 
Análise da traseira
Assim como a dianteira, a traseira do veículo possui um conjunto de absorvedores que auxiliam na absorção de parte da energia do impacto).
A única ausência é o absorvedor central em polipropileno, mas a traseira também possui a travessa central com o crash-box em ambos os lados, fixados longitudinalmente nas extremidades das longarinas.
 
Riscos numa colisão
Caso o veículo apresente alguma pane elétrica ou alguma condição de imobilização por uma colisão, a montadora recomenda direcionar o veículo para uma concessionária Toyota, devido ao sistema híbrido com alta tensão.
Os testes de impacto realizados pelo CESVI BRASIL, mediante norma RCAR, indicam uma colisão frontal em 40% da lateral esquerda de veículos tradicionais – ou seja, exatamente onde estão localizados o motor elétrico, o conversor DC/AC e os cabos de alta tensão (cor laranja).
Os testes da traseira indicam um impacto em 40%, justamente onde está localizada a bateria 12V.
Portanto, em uma colisão, poderá ocorrer um dano ou a desconexão dos cabos, causando uma pane elétrica no veículo.
 
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Quer ver mais informações do estudo do CESVI com o Prius? Clique aqui e acesse o conteúdo da edição 80 da Revista CESVI na Internet, que traz uma matéria sobre o estudo.

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