Ensaios de impacto: Toyota Etios

 

Por Claudemir Rodriguez

O Etios, da Toyota, teve ótimo resultado nos estudos do CESVI e conquistou a segunda melhor classificação de sua categoria. À sua frente, estão apenas o Chevrolet Onix Hatch e o Volkswagen Fox.
O Etios também não decepciona em segurança: mesmo a versão mais básica já sai de série com airbag duplo, enquanto a versão X – segunda mais básica – traz sistema de frenagem ABS com EBD.
Então, que tal conferir como o veículo se comportou nos ensaios de impacto realizados pelo CESVI? É só prosseguir com a leitura.
 
Impacto dianteiro
Independentemente dos resultados nos impactos dianteiro e traseiro, o estudo apontou que o Toyota Etios Hatch, entre todos os veículos de sua categoria, é o que possui o menor custo da cesta básica de peças. Esses preços competitivos contribuíram para a excelente classificação do veículo no ranking CAR Group.
E quanto à estrutura? Os especialistas do CESVI identificaram danos na parte dianteira que poderiam ter sido minimizados, ou até mesmo evitados, caso o carro tivesse crash-box ou pelo menos um absorvedor de impacto. A ausência desses componentes fez com que a longarina dianteira esquerda (região do impacto) recebesse parte da energia do impacto, tendo de ser substituída parcialmente.
Nas medições antes e depois do crash-test, constatou-se a necessidade de um estiramento a frio, para que a estrutura do veículo retornasse às suas medidas originais.
Também vale destacar no estudo da dianteira que o radiador e o eletroventilador não foram atingidos. O condensador do ar-condicionado teve um dano leve, mas pôde ser reparado.
O custo total da reparação dianteira – que inclui o preço das peças, os insumos utilizados e os tempos coletados durante os processos de funilaria e pintura – foi fator decisivo para o ótimo resultado do Etios.
 
Impacto traseiro
Ao contrário do que aconteceu na dianteira, o estudo apontou que o custo total da reparação traseira não foi um fator positivo. Uma grande quantidade de peças foi atingida no impacto, o que resultou em tempos elevados de funilaria e pintura.
A ausência de crash-box e de absorvedor de impacto contribuiu para tantas peças afetadas. O lado bom foi que parte dessas peças puderam ser reparadas, como a tampa traseira, a lateral direita, o assoalho do porta-malas, o assoalho do banco traseiro e a caixa de roda direita.
Além da necessidade do processo de estiramento a frio, para retorno às medidas estruturais originais, o estudo constatou a necessidade de substituição parcial da longarina traseira direita – assim como na dianteira, a peça recebeu parte da energia do impacto.
 

 

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