O Novo Sentra é um veículo criado para chamar atenção à primeira vista – parece ter sido projetado para impressionar. E agora, em sua terceira geração, o modelo recomeça do zero, buscando um novo design. Equipado com motor 2.0 de 140 cv, é oferecido em três versões, S, SV e SL, com câmbio manual de seis marchas para a versão S e câmbio XTRONIC com tecnologia CVT para as versões SV e SL.
No estudo de reparabilidade do CESVI, o veículo mostrou um comportamento estrutural satisfatório, graças às suas características construtivas – o que lhe rendeu a segunda posição no ranking CAR Group entre os veículos da categoria sedã médio. Vamos conferir?
IMPACTO DIANTEIRO
Além de influenciarem no impacto de baixa velocidade, as características construtivas do Sentra contribuíram positivamente para a reparação do veículo, reduzindo tempo e o número de peças a serem substituídas.
Durante a elaboração da lista de peças, foi possível notar que seu comportamento estrutural foi satisfatório, pois o número de peças que apresentaram necessidade de substituição foi mínimo – embora pudessem ser ainda menos com algumas modificações construtivas englobadas ao conjunto.
No momento da desmontagem do carro para o reparo, um dos fatores positivos foi a montadora ter feito o painel dianteiro fixado por parafusos. Isso diminuiu o tempo de desmontagem e reparo, além de facilitar a desmontagem de peças adjacentes, como o conjunto mecânico de radiador, condensador e eletroventilador.
O crash-box responsável por absorver parte da energia dissipada no momento do impacto também minimizou a quantidade de peças que precisaram ser substituídas, mas não evitou que a extremidade da longarina fosse danificada. Entretanto, uma característica construtiva básica, mas não menos importante, facilitou e reduziu o custo da reparação da extremidade da longarina: o fechamento seccionado. Com a remoção desse componente, foi possível obter o melhor acesso para a reparação, devolvendo a peça a suas características originais, sem a necessidade de uma substituição parcial.
O fato de travessa frontal e crash-box terem sido fornecidos separadamente também reduziu o custo da reparação. Isso porque apenas a travessa frontal e o crash-box da lateral esquerda precisaram de troca.
Das 20 peças danificadas no estudo, apenas oito eram estruturais. E, das peças mecânicas que costumam ser atingidas em impactos de baixa velocidade, apenas o condensador foi danificado – sendo ainda passível de reparo. Isso demonstra por que o Nissan Sentra está entre os primeiros colocados de sua categoria no ranking CAR Group.
IMPACTO TRASEIRO
No impacto traseiro, o fato de a tampa traseira não ter sido atingida foi um ponto positivo. Mas, durante a reparação, foram encontrados pontos que poderiam ter facilitado mais a vida de qualquer funileiro.
No reparo de peças estruturais, houve dificuldades, pois os acessos eram nulos, o que elevou o tempo gasto durante o estiramento.
Diferentemente da longarina dianteira, em que o fechamento é fornecido de forma seccionada, a longarina traseira vem de forma completa. Os danos da longarina traseira não se estenderam até os pontos fusíveis (regiões de deformação programada), evitando que a montadora tivesse de enviar uma peça completa para uma substituição parcial. Mas, novamente, a dificuldade nos acessos para o encaixe das ferramentas elevou o tempo da reparação.
O absorvedor de polipropileno e a travessa traseira exerceram sua função de absorver parte da energia do impacto, minimizando os danos do painel traseiro e permitindo que o para-choque fosse reparado. Também minimizaram os danos ao assoalho do porta-malas e ao seu complemento, que precisaram apenas de estiramento a frio.