CERTA – Produtividade nas oficinas

 

No dia 27 de agosto, o CESVI BRASIL realizou uma nova edição do CERTA – Centro de Referência Técnica Automotiva, com mais um seminário voltado a gerar informações de qualidade para os mercados automotivo e reparador.

O tema dessa vez foi sobre produtividade nas oficinas, com a contribuição de especialistas em mostrar como as empresas de reparação podem ser mais produtivas e lucrativas, mantendo o bom nível de qualidade dos seus serviços.

“Hoje o processo de mudança está na mão do proprietário da oficina”, lembrou o diretor executivo do CESVI, Almir Fernandes, na abertura do evento. E a palestra de abertura, de Emerson Feliciano, gerente técnico do centro de pesquisa, enfatizou o quanto essa afirmação tem de verdadeira: “Empreendedor é o gestor do processo. E não existe fórmula pronta. É preciso pensar na gestão, sair um pouco do operacional, refletir se o processo de gestão vem acompanhando paralelamente o processo de produção”.

A palestra do CESVI deu ênfase ao trabalho da oficina em cima de três metodologias: de gestão financeira e operacional, de produção, e de acompanhamento e controle.

Quem esteve presente ao CERTA teve acesso a uma troca de ideias de alto nível, sempre com foco nos caminhos que a oficina deve seguir para obter produtividade no seu dia a dia.

Falando pelo Sindirepa Nacional, Luiz Sergio Alvarenga, responsável pelas Relações Governamentais da entidade, afirmou que o dono da oficina tem um papel significativo na própria relação com seu cliente, o proprietário de veículo. “A oficina de funilaria e pintura tem uma dependência de seu dono, que é a confiança que ele transmite. As mudanças de mercado não devem afetar a relação de confiança entre consumidor e dono da oficina.”

Alvarenga enfatizou que trabalhar com produtividade exige conhecimento técnico, uso de parâmetros, uma visão sólida sobre qualidade, uma gestão baseada em números, acompanhamento minucioso e perspectiva de fidelização do cliente.

Especialista em comunicação empresarial, a consultora Irma Ugarelli, da Manm Educação Corporativa, frisou a importância do envolvimento dos gestores da oficina com os profissionais que vendem o serviço. “O proprietário deve se aproximar da equipe comercial e estudar o comportamento do cliente junto com esses profissionais. Porque são eles que realmente sabem o que o cliente quer e quais são suas preferências.”

Já Maria Terezinha Peres, consultora do Sebrae, falou sobre “empresa familiar”, um tipo de gestão que ainda prevalece nas oficinas brasileiras. “O gestor precisa avaliar bem se os parentes empregados na empresa têm perfil para a vaga, pensar muito bem antes de empregar.”

Em outubro, confira a cobertura completa desse seminário na Revista CESVI.

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