CRASH-TEST | Peugeot 2008

 

A Peugeot desenvolveu um veículo SUV para atuar nas ruas urbanas. O modelo da vez é o 2008, que veio para brigar com os utilitários esportivos no Brasil. O 2008 aparece em cinco versões: Allure, Griffe, Allure automático, Griffe automático e Griffe THP.
A montadora não deixou de se preocupar com os ocupantes do veículo, fazendo com que mesmo as versões de entrada do carro tenham airbags laterais com proteção para o motorista e passageiros da dianteira. Já a versão top de linha vai um pouco além: o modelo Griffe THP oferece airbag de cortina com proteção para motorista e passageiros da dianteira e traseira, além de controle eletrônico de estabilidade (ESP). Outro item interessante com relação à segurança é o acendimento automático das luzes de emergência em caso de frenagem brusca, disponível em todas as versões.
Com relação à motorização, o modelo apresenta duas configurações: a 1.6 flex de 122 cv, com disponibilidade de câmbio manual de cinco velocidades, ou automático de quatro velocidades, e a 1.6 THP de 173 cv com disponibilidade de um câmbio manual de seis velocidades. O 2008 apresenta ótimas características com relação a segurança, conforto e motorização. Mas e com relação ao comportamento estrutural? É o que veremos a seguir.

DADOS DO VEÍCULO

Marca- Peugeot
Modelo- 2008
Versão- Griffe
Ano de fabricação- 2015
Tipo de carroceria- Monobloco
Peso em ordem de marcha- 1.080 kg
Motor- 1.6 Flex
Potência- 122 cv
Combustível- Bicombustível

REPARABILIDADE
O Peugeot 2008 foi enviado ao CESVI BRASIL, onde foi submetido aos impactos de baixa velocidade e teve seus danos analisados nos testes. O procedimento de análise estrutural tem por objetivo determinar a “classificação de veículos” em função de suas características de reparabilidade, com base nos ensaios de impacto que seguem o padrão internacional do RCAR.

CONDIÇÕES DO IMPACTO

Tipo de impacto- Dianteiro
Velocidade- 15+1 km/h
Bloco de impacto- Barreira fixa indeformável de 32 t
Ângulo de incidência de impacto- Barreira inclinada a 10°
Pesos- Lastro de 75 kg

IMPACTO DIANTEIRO
O resultado do 2008 não fugiu do esperado pelos técnicos do CESVI BRASIL, tendo em vista que o modelo utiliza a mesma plataforma do 208, que obteve um comportamento satisfatório em estudos realizados no CESVI BRASIL. A quantidade de peças substituídas foi maior que a de reparadas: ao todo foram 15 peças substituídas e uma reparada. Mas isso não impediu que o 2008 assumisse a primeira colocação no ranking na categoria “utilitário esportivo”, com CAR Group 28 (o segundo colocado está bem atrás, com 42).
Vejamos agora como os componentes reagiram a esses impactos.

Capô
O componente teve de ser substituído, sua extensão frente à linha do para-choque fez com que a barreira fixa tivesse contato direto com sua estrutura. Com isso, regiões de deformação programada, localizadas na estrutura interna do componente, foram atingidas, o que inviabilizou a reparação da peça.

Para-choque
O para-choque obteve danos médios, que foram passíveis de reparo. O CESVI empregou técnicas de reparação em plástico, que devolveram ao componente suas características originais. Isso foi um ponto positivo para o veículo, pois evitou que fosse incluído o custo de substituição do para-choque, diminuindo o custo do reparo final.

Travessa frontal
A travessa frontal cumpriu sua função com relação à absorção do impacto, isso porque não foram apresentados danos na longarina. Mas, mesmo com o comportamento satisfatório da travessa frontal com crash-box, o veículo necessitou de um leve estiramento na dianteira para que a travessa nova encaixasse perfeitamente no conjunto.

Mecânica
O 2008 não teve danos em seu conjunto mecânico (radiador e condensador do ar condicionado), geralmente afetados nesse tipo de impacto, graças a seu belo conjunto de absorção agregado ao veículo. Esse foi mais um ponto positivo observado durante a reparação do carro.

Painel front-end
Foi outro componente que não apresentou danos, e olhe que geralmente esse componente é afetado, para evitar danos ao conjunto mecânico. Mas, no componente do Peugeot 2008, não ocorreram avarias.

TMO (tempo de mão de obra) REPARAÇÃO DIANTEIRA

Funilaria- 3,75
Mecânica- 0,00
Pintura- 9,90
Tempo total de reparação dianteira- 13,65

PEÇAS AFETADAS NO IMPACTO DIANTEIRO

Para-choque dianteiro (capa) – Reparação
Capa inferior do para-choque – Substituição
Grade superior do radiador – Substituição
Moldura cromada da grade superior do radiador – Substituição
Friso cromado inferior da grade (superior) do radiador – Substituição
Grade inferior do radiador – Substituição
Suporte do farol de neblina na lateral esquerda (LE) -Substituição
Conjunto óptico dianteiro LE -Substituição
Guia de fixação do para-choque LE -Substituição
Travessa frontal com crash-box -Substituição
Defletor lateral LE -Substituição
Capô- Substituição
Logotipo do capô “Peugeot”- Substituição
Adesivo interno do capô “Peugeot Citroën do Brasil Autom. Ltda.” -Substituição
Adesivo interno do capô “Peugeot” -Substituição
Para-lama dianteiro LE -Substituição

IMPACTO TRASEIRO
No impacto traseiro, o 2008 também apresentou um comportamento satisfatório. Foram poucas as peças afetadas, e isso fez com que o custo total da reparação não fosse tão elevado.

CONDIÇÕES DO IMPACTO

Tipo de impacto – Traseiro
Velocidade- 15+1 km/h
Bloco de impacto -Barreira móvel indeformável de 1,4 t
Ângulo de incidência de impacto -Veículo posicionado a 10°
Pesos- Lastro de 75 kg

Para-choque traseiro
O componente apresentou leves deformações na região do impacto, devido ao contato com a travessa com crash-box. Essas deformações não foram passíveis de reparo por causa da texturização apresentada no componente. A reparação em plástico não devolveria as características originais ao para-choque.

Tampa traseira
Por causa da localização muito baixa da tampa traseira, não foi possível evitar que a barreira móvel entrasse em contato com o componente. Esse contato fez com que a tampa tivesse um dano em sua estrutura – mas passível de reparo.

Assoalho do porta-malas
O assoalho teve uma leve deformação, foi submetido a um pequeno estiramento, que devolveu ao componente suas características originais.

TMO (tempo de mão de obra) REPARAÇÃO TRASEIRA

Funilaria -3,31
Mecânica – 0,00
Pintura- 7,92
Tempo total- 11,23

PEÇAS AFETADAS DA TRASEIRA

Para-choque traseiro (parte preta) -Substituição
Guia central do para-choque -Substituição
Travessa com crash-box -Substituição
Emblema da tampa traseira “2008” -Substituição
Tampa traseira -Reparação
Assoalho do porta-malas -Reparação

CAR GROUP

07.08.15 - Peugeot 2008tab

OUTROS ÍNDICES
Índice de visibilidade: 2,5 estrelas
Índice de danos de enchente: 4,5 estrelas

Matéria originalmente publicada na Revista CESVI
TEXTO: Bruno Honorato

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