As ruas brasileiras na primeira metade dos anos 70 eram puro tédio visual para os fãs de automóveis diferentes. O enxame de Fuscas representava mais de 50% da frota circulante. O resto era dividido entre os outros modelos da Volks, além de Ford, Chevrolet, Dodge e Alfa. Havia, ainda, os fora-de-série (de fibra de vidro e com mecânica de… Fusca), além de raros importados (Mercedes, na imensa maioria). Dados o milagre econômico para a classe média e a falta de peças de reposição, modelos pré-1970 de diversas marcas entraram em rápida extinção.
Nesse cenário pouco variado, havia em São Cristóvão um oásis para quem queria algo fora do comum. E com sotaque francês. Era na concessionária Transmotor que o português José Palmeira Branco mantinha sua solitária resistência como único representante da Peugeot no país.
A esperança era de que, algum dia, a marca do leão teria uma fábrica no Brasil. Enquanto isso não acontecia, e o governo militar pregava o slogan “Exportar é o que importa”, Palmeira Branco superava dificuldades, dando seu jeito para trazer as novidades da França.
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