Com a nova lei que obriga o uso de faróis baixos em rodovias, os motoristas terão de substituir com maior frequência as lâmpadas dos seus carros. Afinal, se até aqui o brasileiro trafegava de 150 a 200 horas por ano com os faróis acesos, agora a média subirá, chegando aos níveis de 350 a 400 horas/ano. Como a vida útil das lâmpadas é estimada em 800 horas, a durabilidade deve cair pela metade: de quatro para cerca de dois anos.
E isso significa trabalho extra para as oficinas, uma vez que a substituição já não é mais tarefa tão simples quanto trocar a lâmpada da sala. Com conjuntos ópticos elaborados, novas tecnologias de iluminação e automóveis mais complexos em termos de construção e desenho, boa parte dos modelos atuais exige que o proprietário do veículo vá até uma oficina para fazer o que antes parecia simples.
“Abra o capô de um carro. Antigamente, você via o chão. Hoje, são vários componentes e peças. O carro está mais complexo e o acesso aos faróis, mais difícil”, explica Egidio Vertamatti, gerente de desenvolvimento de produto da Arteb, fabricante de faróis e lentes.
A esperança é que a tecnologia full-LED se torne popular o quanto antes. Hoje comuns só em modelos de luxo ou segmentos mais caros, as lâmpadas desse tipo têm duração superior a 10 anos.
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