PINTURA | Evitando contaminações

 

Para não se ter contaminação no processo de pintura, é preciso manter muita atenção durante a aplicação de tinta e verniz. Mas, além disso, vale lembrar que uma política de delegação de responsabilidades, incluindo organização e investimento no treinamento de pessoas, é fundamental para evitar quaisquer transtornos de qualidade durante o processo todo.

Confira, então, dicas importantes para evitar o retrabalho associado à contaminação na pintura.

LAVE BEM O CARRO ANTES DE QUALQUER TRABALHO
Quando o veículo chega à oficina, geralmente está com a carroceria cheia de agentes contaminantes. Por isso, deve ser lavado – e com capricho, porque a permanência de qualquer sujeira ou resíduo impregnado na carroceria irá afetar o resultado da pintura.

PREPARAÇÃO E PINTURA
Essas áreas devem ser o cartão de visitas da oficina. Mantenha os boxes limpos, evite estocar peças e objetos que podem juntar pó. Faça manutenção periódica dos planos aspirantes, mantenha a cabine de pintura limpa e organizada. Não faça catálises de material dentro da cabine e não use panos e estopas que soltem partículas (que podem contaminar a tinta e o verniz).

POLIMENTO E MONTAGEM
É importante separar essas áreas para evitar que resíduos do polimento de um veículo sejam transferidos para o que estiver sendo trabalhado na área de montagem. O processo ideal é realizar primeiro o polimento e depois a montagem.

PROCESSO DE APLICAÇÃO
Para evitar contaminação e outros problemas, siga estas dicas para a aplicação da tinta e do verniz.

– Antes do mascaramento, faça a limpeza do veículo com aplicação de ar comprimido a fim de remover as partículas de pó geradas pelo lixamento.

– Faça o mascaramento com papéis adequados (nada de jornal) e tenha atenção na hora de fixá-los, para que não passe material para peças que não devem receber a aplicação.

– Desengraxe o veículo utilizando sempre produtos recomendados pelo fabricante.

– Só use panos ou papéis adequados, que não desprendam partículas, umedecidos com o desengraxante. E sempre em um sentido: horizontal da direita para a esquerda e, na sequência, um outro seco, da esquerda para a direita.

– Logo após o processo de desengraxe, passe sobre a peça, em movimentos suaves, um pano pega-pó, a fim de remover pequenas partículas que não saíram no desengraxe.

– Coe a tinta com peneira de numeração adequada, seguindo a recomendação do fabricante.

– É fundamental o uso de roupas especiais, como macacão Tyvec, que evita que partículas de estopas e outras contaminações fiquem presas à roupa do pintor e se desprendam durante o processo de aplicação da tinta e do verniz.

TEXTO: Francisco Carlos Assunção

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