ESTUDO | Reparação de fibra de carbono

 

Sim, as montadoras têm experimentado cada vez mais em termos de novos materiais utilizados em sua carroceria e peças. Um exemplo é a fibra de carbono, material mais fino que um fio de cabelo e mais resistente que o aço. Apesar do custo alto de se trabalhar com o material, logo as reparadoras poderão receber veículos com esse tipo de carroceria. Em 2013, a BMW anunciou a produção em massa de carros feitos com fibra de carbono. Mas e se chega um BMW i3, feito com o material, na porta da oficina? Como reparar as chapas desse carro? A questão motivou um estudo desenvolvido pelo CESVIMAP, da Espanha, apresentado no último encontro do RCAR – o conselho internacional de centros de pesquisa especializados em reparação automotiva.

O objetivo do estudo foi investigar o processo de fabricação da fibra de carbono, suas principais características, a incorporação do material em veículos convencionais e, por fim, a reparabilidade das peças danificadas.

Além de estudar o reparo da carroceria de um BMW i3, o CESVIMAP pesquisou a reparação de peças estruturais de uma bicicleta – outro tipo de veículo que costuma usar a fibra de carbono. Foram feitos ensaios de impacto e testes de fadiga dos materiais. Esses testes identificam quebras tanto na região do reparo quanto em áreas mais distantes do ponto a ser reparado.

O estudo concluiu que a reparação feita, seguindo padrões internacionais para reparo automotivo, consegue bons resultados com a fibra de carbono. Mas o CESVIMAP não quer parar por aí. A intenção do centro de pesquisa agora é levar o estudo adiante, de modo a criar um protocolo padrão para o reparo de fibra de carbono, para que todas as oficinas executem o trabalho de acordo com as características do material. E os próximos passos do estudo envolvem análises econômicas, de segurança e qualidades do processo.

1 Comentário

  1. 30 de Maio de 2017  21:59 por José Edy Pereira Ferreira Responder

    Muito interessante esta materia sobre reparo na fibra de carbono.

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