Chega ao Brasil mais uma montadora chinesa, que traz com ela um veículo para superar as expectativas do consumidor. O Grupo Gandini e a Geely International Corporation assinaram um contrato de representação, importação e distribuição da linha de automóveis da Geely Auto em julho de 2011, com o objetivo de iniciar suas operações, por meio da Geely Motors do Brasil, em janeiro de 2012. Mas, ainda em setembro de 2011, o governo brasileiro impôs percentual de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) diferenciada para os carros importados. E os planos da Geely tiveram de ser postergados. Mas, ao longo de 2012, a Geely International Corporation decidiu implantar uma linha de produção em Montevidéu, Uruguai, país com o qual o Brasil tem um acordo bilateral no setor automotivo – fato que voltou a viabilizar as operações de importação e distribuição dos carros da Geely Auto.
Assim, em fevereiro do ano passado, o Grupo Gandini anunciou a constituição da Geely Motors do Brasil, cujo início de operações se deu em janeiro de 2014. E o primeiro veículo da marca em comercialização no País é o Sedan médio EC7 – o modelo é montado no Uruguai e trazido para a venda aqui.
No que diz respeito aos acessórios, o EC7 é oferecido com rodas de liga leve (alumínio) de 16 polegadas (inclusive o estepe), kit multimídia, ar-condicionado digital, acendimento automático do farol e faróis de neblina, além de um bom espaço para os ocupantes.
MOTOR
Por baixo do capô do carro, está uma configuração de motor com 1.792 cilindradas, que desenvolve 130 cv de potência apenas com gasolina. O motor possui 16V e comando de válvula variável, que permite uma melhor eficiência volumétrica. O bloco do motor possui confecção em alumínio, contribuindo para a redução do peso e proporcionando melhor desempenho na dissipação de calor gerado no conjunto.
Mas como a marca chinesa estreia no Brasil no quesito da segurança? É o que você vai ver a seguir.
SEGURANÇA
Além dos airbags frontais, item de segurança passiva agora obrigatório no Brasil, o Geely EC7 conta com um recurso ainda pouco comum em veículos nacionais: cintos de três pontos para todos os cinco ocupantes (capacidade máxima permitida para homologação para o veículo). Oferece também o Isofix, um sistema de segurança para assentos infantis, as famosas cadeirinhas.
Na parte de segurança ativa, o modelo também tem o ABS (Antilock Braking System) obrigatório com sistema EBD (Electronic Brake Distribution), que faz uma distribuição eletrônica da frenagem do veículo de acordo com a carga, ou conforme a capacidade de frenagem de cada roda.
REPARABILIDADE
Quando comparado aos seus concorrentes da categoria Sedan médio, o Geely EC7 tem um bom comportamento estrutural, com conjuntos de absorção de impacto de baixa velocidade eficientes para sua função, tanto na dianteira quanto na traseira. O modelo ficou em 5º colocado na categoria Sedan médio do ranking CAR Group, com classificação 52 devido aos custos dos preços das peças.
Impacto dianteiro
Mesmo com a disponibilidade de um bom sistema de absorção de impacto, a longarina dianteira apresentou deformações em sua extremidade. Por isso, foi necessária a substituição parcial do componente – que não tem seu fornecimento parcial, sendo necessária a utilização do componente completo para efetuar o reparo.
Os componentes do conjunto do para-choque frontal, como a travessa e o crash-box, são parafusados, facilitando a desmontagem e diminuindo o tempo da reparação.
O capô não foi passível de reparo, por conta da intensidade do dano causado no impacto. Pontos fusíveis (região de deformação programada) foram afetados.
O radiador do veículo apresentou um leve dano em um dos seus pontos de fixação, sendo possível a recuperação do componente, o que evitou a sua substituição e diminuiu o custo do reparo.
Peças como o para-choque dianteiro, grades frontais e seus complementos cromados, painel dianteiro, para-lama e conjunto óptico tiveram de ser substituídos devido aos danos apresentados no teste.
O Geely EC7 apresentou custo elevado nas peças que foram substituídas – o que prejudicou sua classificação final do CAR Group. Porém mostrou ter uma estrutura veicular com características construtivas que reduzem o tempo de reparação. Se comparado aos seus concorrentes da categoria Sedan médio, é notável o melhor desempenho com relação ao tempo de reparação.
Impacto traseiro
No impacto traseiro, ficou evidente que o veículo estava preparado para os testes a que seria submetido. Mesmo com um sistema de absorção de impactos, peças estruturais, como painel traseiro, assoalho do porta-malas e longarina traseira foram danificadas no impacto. Mas os danos apresentados nesses componentes foram danos leves, devido à eficiência da absorção de parte do impacto pela travessa traseira com crash-box.
Além disso, o EC7 possui locais de fácil acesso para posicionamento das ferramentas de reparação, de modo que, mais uma vez, o tempo de reparo foi um aliado da oficina.
CAR GROUP | CATEGORIA Sedan Médio
POSIÇÃO – 5º
MONTADORA – GEELY
VEÍCULO – EC7
MAI/14 – –
JUN/14 – –
JUL/14 – –
AGO/14 – –
SET/14 – 54
OUT/14 – 52
TEXTO Bruno Honorato