SEGURANÇA | Reparo de veículos com airbag

 

Foi em 2014 que o airbag se tornou item de série obrigatório nos veículos novos saídos de fábrica. Com isso, aumentou muito a rotatividade de veículos com esse dispositivo nas oficinas brasileiras. Mas nem toda oficina tem profissionais devidamente preparados para reparar automóveis com airbag.

Para evitar problemas nesse tipo de trabalho, confira as dicas do CESVI.

CONCEITO
O airbag foi desenvolvido para ser uma proteção suplementar ao cinto de segurança. Sua missão é evitar a colisão do corpo dos passageiros com estruturas rígidas do habitáculo. O acionamento de suas bolsas infláveis ocorre sempre que há uma desaceleração brusca no veículo, decorrente de um acidente de trânsito. Caso não haja o impacto, o airbag não deve ser deflagrado de jeito nenhum, por mais severa que seja a frenagem.

Componentes:
Bolsa inflável: Feita de náilon, com costuras resistentes e furos de diâmetros específicos. Pode ser instalada no painel de instrumentos, nos bancos, colunas, laterais de portas e nos cintos de segurança.
Sistema de insuflação: Consiste em uma reação química de azida de sódio (NaN3) e nitrato de potássio (KNO3), que libera um gás nitrogênio capaz de inflar a bolsa em milésimos de segundos.
Mola-Relógio: Módulo que contém um cabo flexível em espiral e que tem a função de manter o contato elétrico da bolsa inflável do motorista em qualquer posição em que esteja o volante de direção.
Unidade de controle: Módulo eletrônico que analisa a necessidade de acionamento das bolsas por informações vindas dos sensores. Também é chamada de SDM (Sensing and Diagnostic Module).
Sensores: Também chamados de acelerômetros, medem a desaceleração do veículo.

MANUTENÇÃO
O airbag é um componente pirotécnico e, como tal, deve ser manuseado com extremo cuidado. Porque esse tipo de dispositivo tem carga explosiva dentro. Se trabalhado de forma incorreta, pode provocar ferimentos graves ao reparador, além da inutilização da peça. Em veículos que colidiram e dispararam o airbag, as evidências devem ser analisadas para uma substituição correta de seus componentes, de modo que o veículo saia da oficina com as mesmas características de um carro novo quanto ao desempenho de proteção ao ocupante.

CUIDADOS
No reparo de veículos com airbag, é preciso tomar os seguintes cuidados:
• Desligar a bateria do veículo, desconectando o polo negativo da bateria e, em seguida, aguardando o modo “descanso” do automóvel. Isso leva em média 20 minutos.
• Atenção: conectores de dispositivos pirotécnicos geralmente são construídos para que, quando desconectados, provoquem um curto entre seus terminais, evitando danos à central de comando.
• Cuidado para não derrubar o airbag.
• Para reparos no túnel central do veículo, aconselha-se retirar o módulo do airbag e acondicioná-lo em lugar seguro, longe de impactos.
• Em caso de enchente que tenha afetado a bolsa inflável, ela deve ser substituída.
• Já em veículos afetados por enchente parcial, em que só o módulo de airbag tenha sido afetado, deve-se substituir apenas o módulo e apagar a possível avaria do sistema utilizando um scanner.

TEXTO: Emerson Farias

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