Veículos verdes

 

O País está em pleno desenvolvimento econômico e, apesar de todas as riquezas, entende-se que a tendência – como no resto do mundo – é investir em um uso racional dos recursos naturais. O que inclui a eficiência energética.

A oferta de veículos elétricos “zero emissões” ou híbridos (que combinam motor a bateria com movimento a combustão) ainda está no princípio por aqui. Mas em 2013 teremos novos modelos à disposição do consumidor.

Não é um processo vapt-vupt. As montadoras vêm aos poucos ampliando suas apostas nesse segmento, mas ainda aguardam que, ao longo do tempo, o consumidor se adapte à tecnologia
e, principalmente, que o governo federal ofereça incentivos às vendas desses carros menos poluentes.

Atualmente, no mercado brasileiro, são vendidos três modelos híbridos, todos importados: o Ford Fusion Hybrid, o Mercedes- Benz S 400 Hybrid e o BMW ActiveHybrid 7L. Todos modelos de luxo e, claro, custo alto. Em 2011, o híbrido da Ford vendeu 175 unidades, e o da Mercedes, apenas 44. Já o modelo da BMW estreou recentemente no mercado nacional.

Para 2013, chegam os híbridos Toyota Prius, que já é um sucesso mundial (são 3,2 milhões de unidades vendidas no mundo) e uma nova versão do Ford Fusion Hybrid (tecnologicamente mais avançada que a anterior, lançada por aqui em 2010). Em 2014, desembarca o elétrico i3 da BMW.

São modelos que vão aumentar o leque de opções para um público sofisticado e que está disposto a pagar um pouco a mais por um produto ecologicamente correto.

As vantagens dos elétricos
A saga dos veículos elétricos no mercado brasileiro começa pelos modelos híbridos, que possuem dois motores: um elétrico e outro movido a combustão interna.
O elétrico, além de reduzir a emissão de poluentes de forma significativa, é mais confortável e silencioso.
Usa pouco combustível em uma autonomia maior que a de um veículo convencional do mesmo porte.

Tipos
Nem todo elétrico funciona da mesma maneira. Conheça os modelos diferentes de motorização.

VEB (veículo elétrico a bateria)
É a pureza do conceito: um veículo exclusivamente elétrico, que não possui motor a combustão. A bateria armazenada pode ser carregada pela rede elétrica, como também pode ser substituída por outra carregada.

VEH (veículo elétrico híbrido)
É o tipo que encontramos hoje no mercado brasileiro. Tem dois motores, um elétrico e um movido a combustão interna. O abastecimento com combustível é aquele que você costuma fazer, no posto. Esse motor a combustão dá partida em um gerador que carrega a bateria quando preciso, além de dar suporte ao motor elétrico em determinadas ocasiões, como quando há necessidade de maior torque e potência. Esses veículos apresentam também a frenagem regenerativa. A uma velocidade de 70 km/h, o veículo funciona com o motor elétrico. A partir dessa velocidade, é o motor a combustão que trabalha.
Em comparação com veículos convencionais, a redução de consumo de combustível é de 25% a 40%.

VEHP (veículo elétrico híbrido plug-in)
Também é um tipo de híbrido, mas a recarga da bateria não depende só do motor a combustão – pode ser recarregada conectando o veículo à rede elétrica.
A alternância entre motor elétrico e a combustão segue os mesmos padrões dos híbridos.
A economia de combustível nesse tipo de veículo chega a cerca de 40% a 65%.

Economia de combustível
Boa notícia para o meio ambiente: esses veículos movidos à eletricidade e a combustível (gasolina e etanol), chamados híbridos, reduzem as emissões de gases do efeito estufa.

Além disso, apresentam maior eficiência no consumo de combustível e contam com freios regenerativos para recarregar a bateria. Cada vez que você pisa no freio, a energia utilizada carrega a bateria do carro.

Assim fica fácil. A frenagem regenerativa é o fator que mais contribui para a economia de combustível. Recupera até 94% da energia normalmente perdida por atrito nos freios.

Na oficina
De modo geral, o veículo elétrico rompe com os padrões e processos de reparação utilizados nos veículos convencionais, movidos a combustão interna. A partir do momento que esses veículos chegarem às oficinas, os reparadores terão de atualizar seus conhecimentos, adquirindo informações específicas para esse tipo de carro.

Um novo e estimulante desafio, tanto para o mercado reparador quanto para o setor de seguros. E que vai fazer muito bem para os pulmões do País.

TEXTO: Estevam Prado Barbosa Silva

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