GESTÃO | Planos de ação voltados para a gestão

 

Qualquer análise mais aprofundada da oficina deve ter como objetivo mapear o processo produtivo, desenvolvendo um plano de ação focado em: Venda de mão de obra/ Desenvolvimento do layout produtivo/ Fluxos de trabalho/ Tempos operacionais/ Processos de produção/ Adequação e utilização de equipamentos/ Levantamento da capacitação dos colaboradores.
Então vale a pena compreender melhor cada uma dessas etapas. Vamos lá.

1 – VENDA DE MÃO DE OBRA
Análise – A falta de um orçamentista com capacitação e foco voltados só para isso tem levado os coordenadores a botar a mão na massa nessa função. Isso compromete a venda do serviço, já que esses profissionais não têm tempo para um detalhamento do orçamento. Esse cenário está relacionado à falta de planejamento das atividades.
Plano de ação – Desenvolvimento do quadro produtivo. Mudança nas atribuições profissionais dos trabalhadores envolvidos com as atividades operacionais.

2 – LAYOUT PRODUTIVO
Análise – O layout promove a organização das áreas operacionais, otimiza os processos de produção e proporciona a execução dos serviços respeitando os prazos.
Plano de ação – Investimento em assessoria técnica no desenvolvimento em layout e no estabelecimento do processo produtivo.

3 – FLUXOS DE TRABALHO
Análise – É necessário estabelecer padrões de processos e etapas de controle por meio de um fluxo de trabalho definido pela gestão. Os colaboradores devem passar por um processo de integração para o atendimento dessas exigências, sem que haja vícios de trabalho na operação. Também é necessário desenvolver um fluxograma do processo, mapeando o passo a passo do reparo.
Plano de ação – Investimento em assessoria técnica no desenvolvimento de processo produtivo e fluxograma operacional.

4 – TEMPOS OPERACIONAIS
Análise – São aplicados conforme o cenário estabelecido pela gestão. Se o tempo de cada trabalho for definido pelo próprio colaborador, isso vai comprometer diretamente o desempenho de todos no que diz respeito a: orçamento, qualidade, rapidez e entrega.
Plano de ação – Investimento em assessoria técnica no desenvolvimento de processo produtivo e levantamento de dados em todo o processo. Redução de consumo (insumos utilizados na funilaria e pintura).

5 – PROCESSOS DE PRODUÇÃO
Análise – Quando falta produtividade na oficina, é porque há problema de processo – por não haver métodos de trabalho, seja individual ou em grupo. Quando os prazos não estão sendo respeitados e falta comprometimento à equipe, outra maneira de manter o equilíbrio da produção é adotar uma tabela de comissão, aplicada individualmente ou por equipe.
Plano de ação – Mapear o processo produtivo por meio de assessoria técnica. Estabelecer remuneração variável/participação nos resultados (aplicação de comissão).

6 – ADEQUAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Análise – É fundamental a oficina possuir ferramentas e equipamentos básicos para adequação dos procedimentos de reparação e diminuição do tempo de execução, o que afeta diretamente a produtividade.
Plano de ação – Mapear por meio de assessoria técnica os equipamentos e tecnologias da oficina.

7 – CAPACITAÇÃO DOS COLABORADORES
Análise – Um velho problema do setor de reparação é o baixo nível técnico dos profissionais. A maioria dos colaboradores só tem nível básico de conhecimento sobre funilaria e pintura. Por isso, os trabalhos são refeitos diversas vezes, elevando o custo da operação com maior consumo de material e tempo de serviço.
Plano de ação – Mapear por meio de assessoria técnica o nível de capacitação e a necessidade de treinamento da equipe nas seguintes áreas: soldagem, preparação e pintura, orçamentação, gestão de oficina e em atendimento.

TEXTO: Francisco Carlos F. Assunção

2 Comentários

  1. 16 de julho de 2015  21:02 por Robson Jordão Responder

    Prezados muito boa tarde!
    Primeiramente quero parabenizar pela elaboração do tema.
    De fato é de extrema importância, ter a gestão do seu negocio, independente do ramo de atividade.
    Toda tomada de decisão, precisa de números.
    No entanto parece que o ramo automotivo conjuminado as seguradoras torna a busca por esta eficiência de gestão cada vez mais difícil de ser alcançada. Muito diferente quando comparado ao atendimento particular.
    Seguindo esta linha de raciocínio o 5º item desta matéria foi o que mais me chamou a atenção. Pois de todo os tópicos abordado na minha opinião este é um dos mais difíceis de serem alcançados.
    Por acaso vocês teriam alguma sugestão ou exemplos (desde que não seja a sugestão de consultória), até mesmo a indicação de alguma oficina no qual já possua o modelo em andamento para fins de realizarmos o benchmarking corporativo. Att Robson Jordão

    • 17 de julho de 2015  11:42 por O Clube Responder

      Olá Robson obrigado pelo elogio e comentário!

      O CESVI atua na certificação de oficinas, considerando todo o processo envolvido na atuação de trabalho. É possível ter acesso à lista das oficinas certificadas pelo link http://www.cesvibrasil.com.br/site.aspx/oficinas-certificadas o CESVI atua também na consultoria caso necessite, à disposição.

      Atenciosamente,

      Equipe Clube das Oficinas.

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