REPARABILIDADE | Gol e Voyage

 

A Volkswagen lançou o hatch compacto Novo Gol e o sedan compacto Novo Voyage – tanto um quanto o outro foram facelifts dos modelos anteriores. E os carros apresentaram mudanças em peças não estruturais, como conjunto óptico e para-choque.

Para ver até que ponto iam as novidades, o CESVI BRASIL analisou o comportamento estrutural desses dois automóveis em ensaios de impacto. E concluiu que houve uma mesma performance estrutural, mesmo com o facelift. Mas a montadora trabalhou bem nos preços de peças, o que fez com que houvesse melhora no índice CAR Group de ambos os modelos. O Gol baixou de 21 para 18, enquanto o Voyage foi de 27 para 24 – lembrando que, nessa classificação, quanto menor o número, melhor o resultado da combinação entre reparabilidade e conjunto de peças.
Veja a seguir mais detalhes das análises feitas pelo centro de pesquisa.

REPARABILIDADE
Você sabe: o procedimento de análise estrutural realizada pelo CESVI BRASIL tem por objetivo determinar a classificação do veículo em relação às suas características de reparabilidade, com base nos ensaios de impacto normatizados e aceitos internacionalmente (Norma RCAR).

IMPACTO DIANTEIRO
Nos crash-tests feitos na parte dianteira dos veículos, o CESVI concluiu que tanto o Novo Gol quanto o Novo Voyage obtiveram um comportamento estrutural satisfatório. Veja como foi.

Capô (Novo Gol e Novo Voyage)
A peça teve de ser substituída, pois apresentou danos fortes na região do impacto. Os pontos fusíveis (regiões de deformação programada) foram afetados na batida, inviabilizando a reparação do componente. Se não dá para consertar, tem de trocar.

Longarina (Novo Gol e Novo Voyage)
Além de uma travessa frontal com crash-box, esses carros da Volks ainda possuem um absorvedor de impacto. Os componentes absorveram parte da energia do choque e reduziram os danos na longarina. Assim, a longarina frontal da lateral esquerda (LE) apresentou um pequeno dano, sendo reparada no Novo Gol e substituída parcialmente no Novo Voyage.

Radiador e eletroventilador (Novo Gol e Novo Voyage)
O deslocamento de toda a estrutura dianteira no momento do impacto fez com que os componentes mecânicos fossem danificados e tivessem de ser substituídos.

IMPACTO TRASEIRO
No crash-test traseiro, o Novo Gol e o Novo Voyage também obtiveram um comportamento satisfatório. A maioria das peças afetadas no Gol pôde ser reparada, diminuindo o custo total da reparação traseira.

Painel traseiro (Novo Gol)
O painel traseiro do Novo Gol sofreu danos leves e pôde ser reparado. A travessa traseira e o absorvedor de impacto retiveram parte da energia do choque, o que diminuiu os danos no painel traseiro.

Tampa traseira (Novo Gol)
Já a tampa traseira ficou com danos em sua estrutura em função do contato da barreira móvel com o componente. Mesmo com os danos apresentados, o componente foi passível de reparo, evitando assim a substituição do componente e diminuindo o custo final da reparação.

Assoalho traseiro (Novo Voyage)
O assoalho do porta-malas do Novo Voyage foi reparado, devido à travessa frontal com crash-box e ao absorvedor de impacto absorverem parte da energia da batida.

Texto extraído de matéria da edição 101 da Revista CESVI, de autoria de Emerson Farias.

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