CRASH-TEST | Jeep Renegade

 

Um dos utilitários esportivos compactos mais vendidos do Brasil, o Jeep Renegade teve sua reparabilidade estudada pelo CESVI BRASIL. O veículo faz parte de um fenômeno de vendas interessante: os SUVs e crossovers têm sido menos afetados pela crise econômica que outras categorias de automóveis. Segundo a Fenabrave (a federação das concessionárias de veículos), o segmento dos utilitários esportivos foi o único que cresceu no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado.

E o comportamento do Renegade nos crash-tests foi considerado positivo, com o veículo atingindo a classificação 33 no ranking CAR Group – a segunda melhor de sua categoria.

Confira a seguir como foi o desempenho do carro nos estudos do CESVI BRASIL.

 

IMPACTO DIANTEIRO

Nos crash-tests promovidos pelo CESVI BRASIL, a estrutura do Renegade teve apenas deformações leves, beneficiando o processo de reparação e minimizando a quantidade de peças de maior custo que teriam de ser substituídas. Veja a seguir alguns destaques do estudo na parte dianteira.

 

Capô

No momento do impacto, o capô teve apenas deformações leves na extremidade da peça. Não foram afetados os pontos fusíveis que são projetados para uma deformação programada do capô na hora de uma colisão, evitando que ele seja atirado contra o para-brisa e a coluna A. Como o dano foi suave, o capô pôde ser reparado.

 

Travessa frontal com crash-box

O Renegade possui travessa frontal com crash-box, componente que absorve parte da energia do impacto, reduzindo e evitando os danos em componentes adjacentes, como o conjunto radiador/condensador/eletroventilador, que não foi danificado.

 

Longarina dianteira

A travessa frontal com crash-box reduziu os danos provocados na longarina dianteira (lateral esquerda – LE), que teve leves deformações em sua extremidade, viabilizando a sua reparação.

 

Travessa inferior com crash-box

Além da travessa frontal, o veículo possui uma travessa inferior com crash-box, que também ajudou a reduzir os danos no impacto.

 

IMPACTO TRASEIRO

A Jeep inovou no conceito de travessa traseira. Geralmente as montadoras fornecem essa peça composta por material de aço ou alumínio; porém, a travessa traseira do Renegade é feita de material plástico. Essa travessa possui um sistema de absorção (do tipo colmeia) que absorve parte da energia do impacto com resultado satisfatório e semelhante à travessa com crash-box convencional.

 

Painel e tampa traseira

Esses componentes adjacentes tiveram seus danos minimizados graças justamente à presença da travessa traseira, que absorveu bem parte da energia do impacto.

A tampa traseira apresentou danos leves e pouco visíveis em sua extremidade, sendo possível realizar o reparo, sem a necessidade de substituir a peça. Assim como o painel traseiro.

 

Longarina traseira /assoalho do porta-malas

Esses componentes, que geralmente são afetados nos impactos traseiros, também se beneficiaram da travessa traseira: surpreendentemente não tiveram danos.

 

Para conferir a matéria completa, com a tabela das peças afetadas nos impactos dianteiro e traseiro, acesse esta edição da Revista CESVI na internet.

 

TEXTO: Emerson Farias

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