É comum hoje em dia você encontrar veículos com aparência ruim porque suas peças plásticas não tiveram o tratamento correto. Essas peças ficam esbranquiçadas, cinzentas, ressecadas e quebradiças.
Mas o que provoca esses efeitos negativos? E quais os cuidados que devemos tomar com os componentes plásticos?
Quando um veículo passa pela funilaria e pintura, é obrigatório que siga uma logística do processo da reparação: desmontagem, estiramento, funilaria, preparação, pintura, montagem, polimento e lavagem.
Em se tratando de peças plásticas não pintadas, alguns cuidados são fundamentais para que essa peça não sofra danos causados por acidentes ou produtos químicos e intempéries. Na maioria das vezes, nas oficinas, depois do veículo montado, inicia-se o processo de polimento. Mas, para peças plásticas, essa sequência não é a mais correta.
Quando o veículo é submetido a um processo de polimento, as peças adjacentes, que na maioria são peças plásticas, podem ser danificadas. A peça pintada passa por lixamento para remoção de sujeira, escorrimentos e textura muito grossa. E a água que é decorrente desse processo vem com propriedades químicas derivadas do verniz, afetando as peças plásticas não pintadas.
O processo ideal, então, seria começar pelo polimento e depois fazer a montagem.
Confira a seguir algumas dicas para que suas peças plásticas mantenham o aspecto de originais.
- Armazene as peças plásticas bem embaladas, de preferência com plástico-bolha.
- A peça é afetada por produtos químicos derivados de: ceras automotivas não recomendadas, produtos à base de petróleo (como detergentes domésticos usados equivocadamente na hora de lavar o veículo), ação de raios ultravioleta. Evite tudo isso.
- Nunca faça o lixamento do verniz com água, que pode atingir as peças plásticas não pintadas.
- Não use silicones que não sejam recomendados por empresas reconhecidas no mercado.
- Na hora de lavar o carro, para peças com poros, use escovas com cerdas macias.
- Use protetores e revitalizantes de plástico de fabricantes conhecidos.
TEXTO: Francisco Assunção.