DICA TÉCNICA – Massa poliéster com carga de alumínio

 

No processo de substituição parcial nos veículos, antigamente eram usados insumos para acabamento que precisavam de um tempo grande de operação, como o estanho. Demorava para implementar a sua aderência à chapa.

Além disso, esse insumo, com o passar do tempo, apresentava pontos de corrosão na união das chapas, sem falar que o derretimento do estanho provoca emissão de gases nocivos à saúde.

Com isso, foram desenvolvidos insumos para facilitar e agilizar esse acabamento. Um exemplo muito eficiente é a massa poliéster com carga de alumínio.

 

VANTAGENS

A massa poliéster com carga de alumínio tem maior flexibilidade quando comparada a massas convencionais, o que evita trincas durante a movimentação da carroceria do veículo. Também possui maior aderência e proporciona um ótimo acabamento para a pintura.

Suas características técnicas diminuem o tempo do acabamento e proporcionam uma maior durabilidade ao reparo.

 

TEXTO: Rodrigo Dias e Bruno Honorato

2 Comentários

  1. 26 de junho de 2015  23:52 por Marcelo Responder

    Olá, trabalho com pinturas de ônibus, pois a carroceria são de alumínio gostaria de saber se essa massa não espande a chapa, pois a massa convencional retrai muito ocasionando mapas. Grato.

    • 6 de julho de 2015  20:29 por O Clube Responder

      Olá Marcelo obrigado pelo comentário!

      Siga as orientações:
      1 – Desbaste com uma lixa grana P80 – pode ser manualmente ou com uma lixadeira roto-orbital sem interface. Após o desbaste, limpe a peça com um desengraxante.
      2 – Aplique a massa poliéster para correção de imperfeições e, use um taco com uma lixa P80 para o alinhamento.
      3 – Remova os riscos da lixa anterior, com uma lixa P220, instalada em uma lixadeira roto-orbital com interface.
      4 – Lixar ao redor da área reparada (lixa P320 e lixadeira roto-orbital com interface), isso auxilia a aderência do primer PU.
      5 – Mascarar a peça para aplicação do fundo fosfatizante anticorrosivo. Essa etapa é essencial pois, quando a peça reparada é lixada, há partes que não estão protegidas contra corrosão. Aplique duas demãos, no máximo.
      6 – Aplicar o primer. A mistura deve ser feita de acordo com as especificações do fabricante. Duas demãos de primer são suficientes para fazer o enchimento e cobertura de pequenas imperfeições. Caso o reparo for de grandes proporções, dê uma terceira demão.
      Vale lembrar que:
      • Não se deve lixar o fundo fosfatizante anticorrosivo.
      • O tempo entre as demãos de primer deve ser de, no mínimo, 10 minutos, dependendo da temperatura externa.
      7 – O lixamento deve ser feito com uma lixa P320. Para eliminar os riscos do lixamento anterior, use uma lixa P400, instalada em uma lixadeira roto-orbital com interface.
      8 – Lixe a peça com uma lixa P600, instalada em uma lixadeira roto-orbital com interface – se a pintura for PU, isso é desnecessário.
      9 – Terminou de fazer todos esses lixamentos? Tem mais um: faça um lixamento manual, e sem o taco, com lixa P800 nos arredores, cantos e locais onde a lixadeira roto-orbital não alcançou.
      Terminados todos esses processos, sua peça estará pronta para receber a aplicação da base e do verniz para acabamento.
      Observação: Limpe a peça com desengraxante antes das aplicações dos produtos.

      Atenciosamente,

      Equipe Clube das Oficinas.

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