Evite o comprometimento do seu lucro provocado pelo desperdício e o retrabalho
Imagine se, há uns 35 anos, um pintor fechasse os olhos e, sem acompanhar todo o processo de evolução pelo qual o setor de pintura já passou, abrisse-os dentro de uma oficina atual, com todos os equipamentos de alta tecnologia que existem hoje.
Provavelmente se sentiria em um paraíso para pintores, com tudo mais prático, rápido e, definitivamente, mais produtivo. Porém, no final do mês, quando fosse realizar um balanço, ele descobriria que toda aquela facilidade tem um preço. O uso indevido – ainda que seja dos melhores equipamentos – acaba gerando desperdícios que são fatais para o equilíbrio financeiro da oficina. Na área de repintura, principalmente, reduzir os desperdícios é tão importante quanto torná-la mais ágil.
Um hábito comum na área de preparação é o de lixar a peça além do necessário, gastando uma quantidade maior de lixas e aumentando o tempo nessa etapa. Para que isso seja evitado, recomenda-se um controle do lixamento. Com isso, torna-se possível identificar eventuais falhas sobre a superfície e mostrar quando a peça não necessita mais de lixamento.
O pó do lixamento muitas vezes incomoda pela sua quantidade e capacidade de contaminar um ambiente. Para diminuir esse desperdício e esse incômodo, deve-se aplicar a menor quantidade de material possível (invista mais tempo na funilaria). Assim, o pintor poderá lixar menos e ainda reduzir o tempo e o custo dessa operação.
O pó do lixamento muitas vezes incomoda pela sua quantidade e capacidade de contaminar um ambiente. Para diminuir esse desperdício e esse incômodo, deve-se aplicar a menor quantidade de material possível (invista mais tempo na funilaria). Assim, o pintor poderá lixar menos e ainda reduzir o tempo e o custo dessa operação.
Recicle o thinner
Outro gerador de desperdício nas oficinas são as atividades de limpeza feitas com thinner. Na maior parte das vezes, o pintor trabalha diretamente com a lata do material, o que nem sempre possibilita uma utilização fácil do produto. Alguns equipamentos são essenciais nessa etapa para reduzir o desperdício:
– Caixa para a limpeza de equipamentos: funciona como um reservatório para o thinner que ainda pode ser reutilizado.
– Pisseta: facilita a limpeza das pistolas e equipamentos, reduzindo consideravelmente o desperdício nessa etapa; são necessários apenas 60ml de thinner, em média, para limpar uma pistola de gravidade HVLP. Esse material pode ser encontrado facilmente em lojas de equipamentos hospitalares.
– Reciclador de solventes: recicla, em média, de 80% a 85% do thinner sujo que é usado nas limpezas.
– Caixa para a limpeza de equipamentos: funciona como um reservatório para o thinner que ainda pode ser reutilizado.
– Pisseta: facilita a limpeza das pistolas e equipamentos, reduzindo consideravelmente o desperdício nessa etapa; são necessários apenas 60ml de thinner, em média, para limpar uma pistola de gravidade HVLP. Esse material pode ser encontrado facilmente em lojas de equipamentos hospitalares.
– Reciclador de solventes: recicla, em média, de 80% a 85% do thinner sujo que é usado nas limpezas.
Máquina de mescla |
Economize tempo na preparação de cor
Eis outra etapa do trabalho de repintura em que a oficina, às vezes, perde um tempo precioso. Como evitar esse desperdício:
– Buscando a cor: cada vez mais, os fabricantes de tinta têm oferecido catálogos, mapas de cores e espectrofotômetros, que visam a dar maior agilidade na pesquisa pelas cores corretas dos automóveis.
– Usando máquinas de mescla: permitem a preparação da quantidade mínima de tinta necessária para a repintura e também a correção de diferenças que possam ocorrer entre a tinta preparada e a cor original do veículo (seria praticamente impossível corrigir adequadamente essa diferença sem os pigmentos da fórmula da tinta).
– É fundamental que a pessoa que realiza os acertos de cor na oficina seja devidamente treinada e saiba unir as técnicas de colorimetria às de difuminado (alongamento da tinta), a fim de não desperdiçar tempo e material indevidamente.
– Utilizando réguas de proporção, para que seja feita a correta proporção de catálise e diluição dos materiais de pintura.
– Usando coadores: coar todos os produtos que serão introduzidos na pistola evita o entupimento do bico.
– Latas para catálise e diluição: é fundamental ter em mãos latas cilíndricas (nunca cônicas) de diferentes tamanhos para catálise e diluição. Isso permite que se prepare apenas a quantidade necessária. Caso o pintor tenha apenas latas grandes, ele fica limitado à graduação da régua de proporção e, consequentemente, acaba preparando material em excesso.
– Com praticidade: esses materiais (latas, réguas e coadores) devem estar sempre acessíveis e limpos.
– Buscando a cor: cada vez mais, os fabricantes de tinta têm oferecido catálogos, mapas de cores e espectrofotômetros, que visam a dar maior agilidade na pesquisa pelas cores corretas dos automóveis.
– Usando máquinas de mescla: permitem a preparação da quantidade mínima de tinta necessária para a repintura e também a correção de diferenças que possam ocorrer entre a tinta preparada e a cor original do veículo (seria praticamente impossível corrigir adequadamente essa diferença sem os pigmentos da fórmula da tinta).
– É fundamental que a pessoa que realiza os acertos de cor na oficina seja devidamente treinada e saiba unir as técnicas de colorimetria às de difuminado (alongamento da tinta), a fim de não desperdiçar tempo e material indevidamente.
– Utilizando réguas de proporção, para que seja feita a correta proporção de catálise e diluição dos materiais de pintura.
– Usando coadores: coar todos os produtos que serão introduzidos na pistola evita o entupimento do bico.
– Latas para catálise e diluição: é fundamental ter em mãos latas cilíndricas (nunca cônicas) de diferentes tamanhos para catálise e diluição. Isso permite que se prepare apenas a quantidade necessária. Caso o pintor tenha apenas latas grandes, ele fica limitado à graduação da régua de proporção e, consequentemente, acaba preparando material em excesso.
– Com praticidade: esses materiais (latas, réguas e coadores) devem estar sempre acessíveis e limpos.
Excesso de catalisador
Catalisar a massa poliéster numa proporção excessiva pode causar os seguintes problemas:
– Secagem muito rápida: não permite a correta aplicação devido ao curto tempo de trabalho (geralmente inferior a 4 minutos entre homogeneização e aplicação).
– Sangramento: reação do catalisador em excesso com os demais materiais da pintura, provocando uma mancha vermelha, geralmente mais visível em cores claras.
– Diminuição da flexibilidade: a massa fica mais rígida, facilitando o aparecimento de trincas e dificultando o lixamento.
– A massa não seca: quando se ultrapassa muito a quantidade de catalisador, a massa não seca corretamente e apresenta problemas de aderência.
– Secagem muito rápida: não permite a correta aplicação devido ao curto tempo de trabalho (geralmente inferior a 4 minutos entre homogeneização e aplicação).
– Sangramento: reação do catalisador em excesso com os demais materiais da pintura, provocando uma mancha vermelha, geralmente mais visível em cores claras.
– Diminuição da flexibilidade: a massa fica mais rígida, facilitando o aparecimento de trincas e dificultando o lixamento.
– A massa não seca: quando se ultrapassa muito a quantidade de catalisador, a massa não seca corretamente e apresenta problemas de aderência.
Falta de catalisador
Por outro lado, catalisar de menos também provoca problemas:
– Mapeamento: por causa da perda de brilho, o mapeamento pode aparecer nitidamente na região em que foi aplicada a massa. A solução mais acertada seria retirar totalmente a massa poliéster e aplicá-la novamente com a proporção correta de catálise. O prejuízo não será tão grande se o problema for detectado na hora. Porém, vale lembrar que boa parte desses defeitos só aparece após a conclusão do acabamento, o que obriga o pintor a realizar um retrabalho completo do sistema de pintura.
– A massa não seca: não há catalisador suficiente para completar o processo de secagem e aderência da massa sobre a chapa.
– Mapeamento: por causa da perda de brilho, o mapeamento pode aparecer nitidamente na região em que foi aplicada a massa. A solução mais acertada seria retirar totalmente a massa poliéster e aplicá-la novamente com a proporção correta de catálise. O prejuízo não será tão grande se o problema for detectado na hora. Porém, vale lembrar que boa parte desses defeitos só aparece após a conclusão do acabamento, o que obriga o pintor a realizar um retrabalho completo do sistema de pintura.
– A massa não seca: não há catalisador suficiente para completar o processo de secagem e aderência da massa sobre a chapa.
Pistola HVLP: distância de aplicação deve ser de 12 a 13cm |
Como usar a pistola HVLP
Em comparação com as pistolas de sucção convencionais, o uso de pistolas de gravidade HVLP gera uma economia de pelo menos 30% da quantidade total de material aplicado; isso tanto para produtos de preparação (wash-primer e primer) quanto para itens usados no acabamento (tinta e verniz). Ainda assim, caso você use o equipamento de forma incorreta, essa economia pode ficar comprometida. Por isso…
– Aplique os materiais sempre com uma distância de aproximadamente 12 a 13 centímetros da peça. Quanto maior for essa distância, maior será o desperdício de material.
– Regule a pressão de trabalho dentro do limite máximo estabelecido pelo fabricante da pistola. Essa indicação pode ser encontrada no corpo da pistola ou no manual do fabricante, dependendo do modelo.
– E use bico 1,8 para aplicação de fundos e 1,3 para tintas de acabamento.
– Aplique os materiais sempre com uma distância de aproximadamente 12 a 13 centímetros da peça. Quanto maior for essa distância, maior será o desperdício de material.
– Regule a pressão de trabalho dentro do limite máximo estabelecido pelo fabricante da pistola. Essa indicação pode ser encontrada no corpo da pistola ou no manual do fabricante, dependendo do modelo.
– E use bico 1,8 para aplicação de fundos e 1,3 para tintas de acabamento.
Carrinho de insumos
Este é um recurso que diminui o desperdício de insumos, principalmente das lixas que devem voltar para o carrinho quando não estão mais sendo utilizadas.
Quando possível, vale a pena contar com um carrinho para cada pintor. Isso faz com que eles se mantenham mais organizados, pois os insumos são gastos e repostos pela própria pessoa, que adapta para si a melhor disposição dos materiais.
Quando possível, vale a pena contar com um carrinho para cada pintor. Isso faz com que eles se mantenham mais organizados, pois os insumos são gastos e repostos pela própria pessoa, que adapta para si a melhor disposição dos materiais.