REVISTA CESVI | A oficina ideal para o frotista

 

Os veículos são os principais produtos de uma empresa de frota. Por isso mesmo, é indispensável que todos passem por manutenções preventivas periódicas e, na eventualidade de uma colisão, tenham um reparo de alta qualidade – eficiente, seguro e também rápido, porque o frotista precisa ter seu veículo à disposição o quanto antes. Para ter tranquilidade em relação a esse serviço, a oficina precisa ser vista pelo gestor de frota não apenas como um prestador de serviços, mas como a extensão do seu próprio negócio. Mas como identificar se a oficina candidata a parceira tem tudo para se encaixar perfeitamente nas expectativas do frotista? É o que vamos ver agora.

CERTIFICAÇÃO
Inicialmente, verifique se a oficina possui as devidas licenças para sua operação. Isso inclui:
• Licença ambiental de operação.
• Alvará de funcionamento da prefeitura.
• Atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros.
• Cadastro Técnico Federal/ Certificado de Regularidade do Ibama.

Também vale a pena conferir se a oficina tem certificações de algum órgão específico, que funcionam como um aval de qualidade da empresa. Outra dica é verificar se a oficina tem algum certificado ambiental. Geralmente, as oficinas que apresentam esse tipo de certificado têm processos bem alinhados de operação.
Ah, e fique de olho nas datas de validade de todos esses documentos. Não adianta nada a oficina apresentar atestados que venceram dez anos atrás.

CAPACITAÇÃO TÉCNICA
A equipe da oficina tem sido treinada? Os certificados técnicos dos profissionais devem estar relacionados à especificidade de cada serviço – e ficar visíveis dentro da oficina. É uma garantia de que o veículo da frota estará em boas mãos.

LAYOUT
Analise a distribuição dos serviços dentro da oficina. Procure ver se há distinção de serviços dentro da reparadora, e se os atendimentos são ordenados e bem organizados.

SEGURO
Verifique ainda se a oficina possui seguro predial que mencione sua atividade e a vigência do contrato.

EQUIPAMENTOS
A oficina precisa ser bem estruturada, com uma gama de equipamentos que atenda a todas as atividades sem que haja interrupção nos trabalhos – nem ociosidade. As ferramentas de solda são as mais modernas? A oficina tem uma cabine de pintura? Como é feito o estiramento dos veículos? Repare também se as ferramentas são guardadas de forma organizada. Isso terá reflexo no tempo em que cada atividade é executada – e, consequentemente, na demora ou não do reparo do seu veículo.

MECÂNICA GERAL
Confira os equipamentos e ferramentas que a oficina precisa ter para as atividades desse setor.

Suspensão e direção
Mesas para alinhamento da geometria do veículo e ferramental básico para medição.

Motor, transmissão e freios
Manômetros, equipamentos de medição, dispositivo para medição de estanqueidade, scanner automotivo.

Ar-condicionado
Scanner automotivo, unidade de reciclagem e equipamento de teste de arrefecimento.

ELÉTRICA E INJEÇÃO ELETRÔNICA
A oficina precisa ter recursos para a manutenção do sistema eletroeletrônico e eletromecânico dos veículos: scanner automotivo; bancadas de teste compostas por equipamentos e aparelhos para medições; analisadores de gases (para controle de emissões de poluentes do veículo).

A HORA DA MANUTENÇÃO
É importante que o frotista tenha sempre em mãos um programa de manutenção dos seus veículos. Alinhado ao sistema de gerenciamento da frota, isso permite acompanhar as revisões no tempo necessário e incorporar os avisos ao próprio sistema.

FUNILARIA E PINTURA
O carro da frota não pode permanecer com amassados ou com a pintura danificada. No caso de uma colisão, então, é imprescindível contar com a parceria de uma oficina capacitada a recuperar as características originais do veículo. E essa oficina deve possuir os seguintes recursos:

Bancada de estiramento
Garante as dimensões originais do veículo por meio da fixação de sua estrutura. Além disso, oficina com alto nível tecnológico utiliza sistema de medição eletrônico, enquanto reparadoras com nível médio usam compasso de varas graduado em milímetro, para alinhamento da estrutura por comparação (usando fichas de medição).

Soldagem
Há dois métodos utilizados nas oficinas modernas: solda a ponto por resistência, que faz a união de peças metálicas sem afetar a chapa, e o Mig/Mag, usado em locais impossíveis de se fazer a operação por solda ponto.

Repuxadeira elétrica
Auxilia no reparo em áreas com vincos e irregularidades superficiais.

Equipamentos pneumáticos
São menos agressivos para o veículo em comparação com os elétricos, além de proporcionarem uma segurança maior ao operador.

Plano aspirante
Concentra os resíduos do processo de lixamento a seco, evitando que se espalhem pela oficina e danifiquem a pintura dos carros.

Cabine de pintura de pressão positiva
Possui sistema de tratamento de ar com filtros, também evitando que partículas afetem a pintura do carro.

Pistola de pintura HVLP ou LVLP
Além de aplicar a tinta, faz a aplicação de produto anticorrosivo em chapas nuas, primer e verniz.

Laboratório de tinta
Para preparação da tinta e acerto da cor do veículo.

* Matéria publicada originalmente na Revista CESVI, edição 93.
TEXTO: Diego Lazari
FOTOS: Lila Souza

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